O povoado de Hamsa – 03
Houve um momento de silêncio, o jovem ficou pensativo e acabou por me dar às costas indo em direção a mesa do computador, ficou por lá algum tempo e retornou com um pedaço de papel na mão direita.
- Eu não deveria estar lhe entregando isto – disse o jovem estendendo a mão.
- Fez uma boa ação no dia de hoje rapaz, fique certo disso – bati levemente em seu ombro e me afastei o mais rápido possível.
De volta ao carro me apressei em ligar para o numero escrito com tinta azul. Estava ansioso para ouvir a voz de Flak Saramano, porém minhas tentativas foram em vão, o telefone não atendia. Fiz mais de vinte chamadas e não obtive sucesso. Na última delas deixei um recado no serviço de mensagens eletrônicas:
…Ola doutor Flak meu nome é Edgar Husselholt, fotógrafo do Jornal de Campbell, procurei pelo senhor no Hospital de Rocha Azul, gostaria de marcar um horário para uma sessão de fotos, obrigado…
O que me restava era apenas aguardar, me dei conta de que estava faminto e exausto, precisava de um local para descansar e me alimentar. Caminhei até o ponto de táxi mais próximo em busca de informações sobre alguma hospedagem, de preferência longe do centro. Um dos taxistas – gordo e de barba mal feita – me indicou uma pousada situada a vinte quilômetros do centro que segundo ele, possuía ótimas instalações além da ótima comida caseira.
Dirigi pela estrada vicinal até o povoado de Hamsa. O contraste com a cidade era brutal, tão próximo e ao mesmo tempo tão oposto. As casas eram rudimentares e em sua maioria feitas de madeira, as moradias na verdade haviam sido construídas com a matéria prima que havia nos arredores, vinda da floresta que os cercava.
Duas pousadas recebiam turistas e clientes que buscavam a tranqüilidade do campo. Vários veículos com emblemas e logotipos comerciais espalhavam-se nos estacionamentos, empresários e comerciantes vindos de cidades próximas utilizavam as pousadas. Estacionei o carro na primeira delas e o proprietário me recebeu ainda na porta com um largo sorriso. Ajudou-me com as malas e apertou minha mão com firmeza me saudando com boas vindas.
- Ola, meu nome é Rodrigo, seja bem vindo em nossa casa, deixe-me ajudá-lo com as malas.
- Muito prazer, sou Edgar Husselholt.
Continua…
Cara, ficou demais esse formato. A idéia do caderno, dos postit, etc, enfim, a harmonia de cores, ficou duca…..
beijo
Engelmann
Até agora as coisas estão fluindo bem para o nosso Edgar,mais será assim até…Verei no próximo capítulo.rsrsrsrs…