A arqueóloga – 05
Por fim, acordei com a claridade invadindo o quarto, devo ter dormido por mais de quinze horas. Levantei-me disposto e faminto, pois no dia anterior tinha a intenção de acordar para o jantar, lavei o rosto e procurei me trocar para participar do café da manhã.
Ao descer as escadas avancei pela recepção contornando a sala de jogos até chegar ao refeitório onde pude ouvir as gargalhadas de Rodrigo reunido com alguns hospedes.
- Ola senhor Husselholt, junte-se a nós para o café – Rodrigo agia como anfitrião.
- Pode me chamar de Edgar – disse num tom descontraído estendendo a mão para um cumprimento.
- Estes são Dennis, Peter e a senhorita Diana – disse Rodrigo me apresentando os outros hóspedes.
- Bom dia – disse fazendo um aceno de cabeça.
Sentei-me com aquelas pessoas e desfrutei do café, a fome era devoradora e agradeci aos céus por aquela refeição. A jovem Diana se apresentou como arqueóloga , Dennis e Peter como sócios de uma empresa fabricante de produtos eletrônicos.
A conversa foi descontraída e falamos de tudo um pouco, o único incomodo era quando as perguntas se dirigiam ao meu trabalho e a minha vida pessoal. Mesmo tentando ser o mais natural possível, por vezes tive a impressão que Diana percebia em mim este desconforto.
- Há quanto tempo é fotografo? – perguntou Diana.
- Cerca de quatro anos – respondi firmemente.
- Tirou fotos de alguém importante ou de uma situação inusitada nesse decorrer deste tempo.
- Não, meus trabalhos envolvem profissionais comuns, como professores e profissionais da área médica – o assunto me sufocava.
- E pretende ficar quanto tempo em Rocha Azul?
- Creio que não passará de quarenta dias.
- Gostaria de visitar as escavações que estou acompanhando? – disse Diana com um brilho nos olhos.
- É um convite muito tentador, desde que minha presença não prejudique os trabalhos eu aceito.
- Então está convidado, em dois dias vamos nos encontrar em meio à floresta, no pé de uma das montanhas mais altas desta região, onde foram encontrados resquícios do que aparentemente pode ter sido uma civilização extinta, detentora de alto nível tecnológico e cultural.
- Estão temos uma aventura pela frente – disse sorrindo.
- Se prepare Edgar, esta experiência será inesquecível – a expressão de Diana era semelhante à de uma criança quando esta preste a descobrir um segredo.

Já satisfeito, procurei me despedir de todos, agradecendo o convite da jovem arqueóloga. Caminhei de volta ao meu quarto e procurei me orientar, o que faria em primeiro lugar, como encontraria Flak Saramano?
Depois de colocar as idéias no lugar decidi procurar pelo endereço residêncial do médico, fui até a recepção e consegui uma lista telefônica de todo o condado. Concentrei minha atenção nas folhas até encontrar o endereço do doutor Saramano: R. Donavam, 342 – Centro.
Continua…
Sabiam que o autor Roque Fernando foi no Jô Soares falar que é perseguido pelo nove?
Pode ser coincidência, mas o numero do prédio onde mora o médico somado dá nove… vixi….
Curti a história. Vou comprar o livro anterior. Na minha opinião esse caminho do fotográfo é bilhete só de ida.
Hummmessa arqueóloga Diana,não me inspira confiança,mt cuidado Edgard;não saia do seu foco ,e emcontre logo o dr Saramano.